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Shot Matinal · 06h

17 AGO · Nº 013

Bom dia, cafeinado.

A relação entre criadores e marcas ganhou um raio-x nada confortável essa semana: a maioria dos criadores vive de publi, mas quase ninguém confia na publi do colega.

Um novo relatório expõe a tensão que todo criador sente na pele. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

📊Criadores não confiam em publi de outro criador01↓
🏛️WPP: bastidor do naufrágio vaza em processo02↓
🤺Esgrima dos EUA aposta em criadores pra Olimpíada03↓
🎭Flávio Bolsonaro fecha acordo por deepfakes04↓
🔍Criadores criam GEO pra aparecer em busca de IA05↓
  
01  A manchete↑ índice

Criadores vivem de publi, mas só 15% confiam nela

Um relatório da CreatorIQ com 5.095 criadores escancarou o paradoxo do mercado de conteúdo patrocinado: 46% dos videomakers dependem de acordos com marcas para a maior parte da renda, mas apenas 15% dizem confiar plenamente em conteúdo patrocinado de outros criadores na hora de decidir uma compra própria.

O levantamento, batizado de State of Creators, mostra que a desconfiança não é um detalhe menor: é o centro da relação entre quem cria, quem paga e quem assiste. Os próprios criadores relatam sentir uma tensão constante entre agradar o patrocinador e manter a audiência por perto, segundo o Tubefilter.

Essa tensão aparece justamente no momento em que marcas de todos os tamanhos, de startups a grandes anunciantes, estão migrando orçamento para estratégias de criador porque viram resultado, segundo reportagem do Digiday sobre marcas adotando playbooks fan-first. O problema é que o crescimento do modelo não veio acompanhado de mais confiança do público nem dos próprios criadores.

Essa desconfiança pressiona o mercado a repensar como divulgar parcerias: se quase metade da renda de um criador vem de marca, mas a audiência (e o próprio colega de ofício) desconfia do resultado, o modelo de monetização via publi entra numa zona de risco reputacional que pode custar caro em engajamento e credibilidade a médio prazo.

Se você depende de publi pra viver, o problema não é falta de contrato: é falta de confiança, e essa falta de confiança afeta como sua audiência recebe cada parceria.

Fonte: Tubefilter

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Marcas que investem em transparência e criadores autênticos ganham diferenciação num mercado saturado de publi.

▼ Perde

Criadores que dependem de publi genérica perdem credibilidade junto à própria audiência.

  
02  Agências↑ índice

Processo expõe por dentro o naufrágio do turnaround da WPP

Novos documentos judiciais revelam, segundo o Digiday, os bastidores de como a tentativa de reestruturação da WPP travou por dentro. Os arquivos reúnem relatos de 13 ex-executivos ouvidos num processo por demissão indevida, formando um retrato incomum de uma das maiores holdings de publicidade do mundo.

Os depoimentos descrevem tensões internas que ajudam a explicar por que o plano de virada da empresa não saiu do papel como prometido. Para o mercado de agências, que já vinha de um período de pressão por resultado e corte de custos, o vazamento reforça a imagem de instabilidade num momento delicado para holdcos tradicionais.

O episódio se soma a um cenário mais amplo descrito pelo próprio Digiday em outra reportagem: agências e holdcos vêm repetindo o termo 'outcomes' (resultados) como novo mantra depois de anos falando em 'transformação', mas entregar esses resultados na prática segue sendo o gargalo real do setor.

Para quem trabalha com marcas e agências, o caso WPP funciona como termômetro: mostra que a crise de confiança em resultados prometidos não é discurso, é operação interna capenga, exposta agora em tribunal.

Se sua agência promete 'transformação' ou 'outcomes' sem plano claro, o caso WPP é o exemplo do que pode dar errado por dentro.

Fonte: Digiday

 
03  Esporte↑ índice

Esgrima dos EUA usa criadores pra ganhar fã antes de 2028

A USA Fencing, federação de esgrima dos Estados Unidos, está apostando em criadores de conteúdo para atrair público novo de olho na Olimpíada de Los Angeles em 2028, segundo reportagem do Digiday sobre o tema.

A lógica é simples: esportes de nicho like a esgrima raramente conseguem visibilidade orgânica em mídia tradicional, mas criadores conseguem trazer fãs em massa quando encontram o ângulo cultural certo para tornar o esporte interessante para quem nunca prestou atenção nele.

A aposta acontece num momento em que marcas maiores, historicamente mais conservadoras nas redes, estão copiando o playbook fan-first que startups e scale-ups já vinham usando com sucesso, segundo outra reportagem do Digiday sobre a adoção dessa estratégia em escala.

Para federações esportivas menores, o caso da esgrima mostra um caminho replicável: usar o poder cultural de criadores para construir audiência anos antes do evento principal, em vez de esperar o holofote olímpico chegar sozinho.

Esportes de nicho estão usando criadores como atalho de audiência, um modelo que outras federações e marcas menores podem copiar.

Fonte: Digiday

Ouvido no balcão

Creators can bring new fans to niche sports in droves

Digiday, sobre a estratégia da USA Fencing

 
04  Brasil↑ índice

Flávio Bolsonaro fecha acordo por deepfakes com Hitler

Flávio Bolsonaro chegou a um acordo com um influenciador responsável por deepfakes que o associavam à imagem de Hitler, segundo o Diário do Centro do Mundo. O caso expõe mais um capítulo do uso de conteúdo manipulado por inteligência artificial envolvendo figuras públicas brasileiras.

Deepfakes políticos vêm se tornando um problema recorrente nas redes brasileiras, especialmente às vésperas de disputas eleitorais, e casos como esse tendem a testar os limites entre humor, ofensa e responsabilidade civil de quem produz e distribui esse tipo de conteúdo.

O desfecho por acordo, em vez de disputa judicial prolongada, sinaliza que figuras públicas estão preferindo resolver esses episódios de forma mais rápida, possivelmente para evitar exposição prolongada do material contestado.

Para criadores que trabalham com humor, sátira ou paródia envolvendo figuras públicas, o caso reforça o risco jurídico crescente de usar deepfake sem cuidado editorial, mesmo quando a intenção é cômica.

Criadores que usam deepfake com figuras públicas, mesmo em tom de piada, enfrentam risco jurídico real e crescente.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

A dose exata

O acordo encerra uma disputa envolvendo deepfakes que ligavam Flávio Bolsonaro à imagem de Hitler nas redes.

 
05  Descoberta↑ índice

Criadores criam estratégia própria pra aparecer em busca de IA

Sem um manual pronto de como aparecer em respostas de ferramentas de busca com inteligência artificial, criadores estão desenvolvendo na prática suas próprias estratégias de GEO (Generative Engine Optimization) para serem descobertos por marcas e agências, segundo o Digiday.

O movimento nasce de uma lacuna real: enquanto SEO tradicional tem regras conhecidas há décadas, ferramentas como ChatGPT e outros buscadores generativos ainda são um território sem playbook estabelecido, e criadores estão testando por conta própria o que funciona para ganhar visibilidade nesse novo formato de busca.

Essa movimentação conecta com uma tese mais ampla defendida pelo NetInfluencer: criadores entenderam antes das marcas como funciona alavancagem algorítmica, e empresas que ainda pagam por atenção da forma antiga correm o risco de ficar para trás nesse aprendizado.

Para quem cria conteúdo profissionalmente, entender GEO deixou de ser curiosidade técnica e virou extensão natural do trabalho de se fazer visível, seja para audiência humana, seja para motor de busca com IA.

Aparecer em busca de IA já é competência que separa criador visível de criador invisível para marcas.

Fonte: Digiday

Pra viagem

Pesquise seu próprio nome em uma ferramenta de IA generativa hoje e confira o que ela responde sobre seu trabalho.

Quem banca a edição de hoje

Holiday Creator Calendars Are Filling Up. Q4 Panic Is Optional.

Creators lock in their holiday content calendars 90 days out, before most ecommerce brands finalize their commission strategy and way before Black Friday and October deal events.

Get ahead of the seasonal rush with The 90-Day Holiday Sprint, a practical guide for brands that want creators driving holiday demand while competitors are still recruiting:

  • Structure commissions by lifetime value, not just first-order margin

  • Lead with the right products so creators promote with confidence

  • Recruit and onboard creators with a day-by-day plan for the first 30 days

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Your 90-day countdown starts now.

O clique de apoio mantém a edição gratuita

  

Doses curtas

Balneário Camboriú Um youtuber foi agredido durante uma live na orla da Praia Central de Balneário Camboriú.

Eleições Pablo Marçal protocolou pedido de candidatura à Presidência após conseguir liminar na Justiça, segundo o Money Times.

Copa do Mundo Um influenciador que não é Neymar nem Virginia teria sido quem mais lucrou com a Copa do Mundo, segundo o Diário do Comércio.

  

No radar · a agenda de hoje

Hoje · Acompanhe se a WPP se manifesta publicamente sobre os depoimentos revelados no processo por demissão indevida.

Esta semana · Fique de olho em novos dados sobre confiança em publi que outras plataformas ou institutos podem divulgar após o relatório da CreatorIQ.

Guia CreatorShot

O CNPJ do Creator

O passo a passo que legaliza a renda do canal e derruba o imposto da publi.

Quero o guia →
O CNPJ do Creator

CreatorShot Quiz

Segundo o relatório da CreatorIQ com criadores, que fatia disse confiar plenamente em conteúdo patrocinado de outros criadores?

A46%
B15%
C53%
D94%

Como foi o shot de hoje?

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É a dose diária das notícias do mundo do carro, no mesmo formato de 3 minutos. O mundo do carro, num shot. Chega no seu email, todo dia às 6h.

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