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20 OUT · Nº 076

Bom dia, cafeinado.

A Apple explicou por que o Safari corta empresas de rastreamento, e as editoras já reescrevem o manual para um mundo com menos Google. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

🍎Safari corta empresas de identidade01↓
🤖Google paga Forbes por resumos de IA02↓
👗Moda masculina vira negócio de 500 clientes03↓
🧭Editoras montam o plano pós-Google04↓
🍪Oreo de mil camadas lidera inscritos05↓
 

Quem banca a edição de hoje

State of Product reveals what AI still hasn’t solved

80% of product professionals say AI helps them ship faster, but customers aren’t seeing value any sooner. Atlassian’s State of Product 2027 explores the gains AI is delivering and the challenges that remain, from decision-making that hasn’t kept pace to gut instinct overriding customer evidence.

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01  A manchete↑ índice

Apple explica o bloqueio no Safari e põe empresas de identidade na mira

Um mês depois de começar a cortar, no Safari, as empresas que seguem pessoas pela web para direcionar anúncios, a Apple finalmente explicou a decisão. O bloqueio chegou com a atualização de software de setembro e, segundo o post da empresa, vale além de iPhones e iPads: alcança Macs e o headset Vision Pro. Permutive e Audigent estavam entre as primeiras empresas barradas.

O corte é seco. Depois que a pessoa atualiza, o Safari deixa de conversar com essas empresas e o rastreamento acaba junto. Como o navegador fecha o endereço web inteiro de quem entra na lista, mexer na forma de montar a requisição não faz a chamada passar.

Para as editoras, o desenho é menos claro. A Apple diz que personalizar a experiência dos próprios clientes não é rastrear, o que cobriria recomendar matérias com o que o site sabe dos seus leitores. A linha passa pelas firmas externas que editoras pagam para cruzar dados: mesmo com dados de um só cliente, elas podem ligar a mesma pessoa em sites diferentes, algo que nenhum site faria sozinho.

Por enquanto, o bloqueio pegou só um punhado de empresas: o teste do Digiday mostrou que a maioria dos endereços de ad tech checados ainda carregava. A Apple deixa claro que não pretende parar aí e escreveu que continuará impedindo, por padrão, o rastreamento oculto e entre sites.

A Apple separou o dado próprio do site, que passa, do cruzamento de pessoas entre sites por terceiros, que fica de fora.

Fonte: Digiday

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Usuários do Safari: depois da atualização, o rastreamento dessas empresas para por completo.

▼ Perde

Empresas barradas, como Permutive e Audigent, que perdem o acesso ao Safari inteiro.

 
 
02  Plataformas↑ índice

Google paga a Forbes para testar resumos de IA antes do clique

A Forbes entrou no piloto pago de News AI do Google, programa que dá ao Google direitos ampliados sobre o conteúdo para testar formas de dar contexto ao leitor antes do clique. Nina Gould, chief innovation officer da Forbes, confirmou a parceria no evento Media Strategies London, do Digiday, mas não revelou os termos.

O programa paga as editoras participantes pelo uso de conteúdo enriquecido enquanto o Google desenvolve recursos de IA. Entre eles estão resumos aprofundados de matérias nas páginas de editoras do Google News e briefings em áudio personalizáveis, sempre com atribuição e links diretos para o original. A Forbes receberá dados de citação e de desempenho do próprio conteúdo nas diferentes experiências do Google.

O pano de fundo é a queda de tráfego: segundo Gould, os referrals da Forbes caíram cerca de 45% em um ano, o que aguça o foco em construir uma audiência direta e fiel, em vez de depender só de page views. O Google lançou o programa em dezembro do ano passado com Guardian e Washington Post e agora inclui Forbes e Reach, num total de mais de 400 publicações, segundo post do próprio Google na semana passada.

Participar do piloto rende pagamento e dados de desempenho em IA, num momento de referrals em queda.

Fonte: Digiday

Ouvido no balcão

It’s a chance for us to learn without having to expend the resources to do the experimentation ourselves

Nina Gould, chief innovation officer da Forbes, ao Digiday

 

Quem banca a edição de hoje

Blu Dot surpasses 2,000% ROAS with self-serve CTV ads

Home furniture brand Blu Dot blew up on CTV with help from Roku Ads Manager. Here’s how:

After a test campaign reached 211,000 households and achieved 1,010% ROAS, the brand went all in to promote its annual sales event. It removed age and income constraints to expand reach and shifted budget to custom audiences and retargeting, where intent was strongest.

The results speak for themselves. As Blu Dot increased their investment by 10x, ROAS jumped to 2,308% and more page-view conversions surpassed 50,000.

“For CTV campaigns, Roku has been a top performer,” said Claire Folkestad, Paid Media Strategist, Blu Dot. “Comping to our other platforms, we have seen really strong ROAS… and highly efficient CPMs, lower than any other CTV partner we've worked with.”

Using Roku Ads Manager, the campaign moved from a pilot to a permanent performance engine for the brand.

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Espresso

YouTube O YouTube testa bônus para criadores convidados nos Shorts, amplia o programa de afiliados de compras e atualiza as análises de shopping. →

Instagram Adam Mosseri disse que a empresa tenta combater a replicação de conteúdo de IA e que é preciso uma prevenção mais forte contra o AI slop. →

Apps de IA O Tolan, app de companheiro de IA, levantou US$ 30 milhões depois de reunir mais de 250 mil usuários ativos. →

 
 
03  Negócios do criador↑ índice

Criadora de moda masculina transforma audiência em negócio com mais de 500 clientes

Maddy Gustini começou a criar conteúdo em 2023, pouco depois de se formar em fashion merchandising e entrar no time de compras da Neiman Marcus. Apostou numa lacuna: conselho prático de moda para homens. Em um ano passou de 100 mil seguidores no Instagram e hoje tem quase 300 mil.

Com seguidores pedindo conselhos pessoais, ela criou a Maddy G Style, serviço de personal styling. A tabela vai de mais de US$ 250 por hora de ajuda nas compras a US$ 55 por look em um style deck e US$ 800 pela reforma completa do armário. O cliente preenche um formulário com objetivo e orçamento, e ela monta os looks, seja para uma viagem ou para a troca total do guarda-roupa.

Ela não abriu os ganhos do serviço, mas tem mais de 500 clientes de style deck e closet redo e mais de 100 clientes regulares. A receita se divide em cerca de 60% de brand deals, 20% da Maddy G Style e 20% de links de afiliado, com as parcerias de marca rendendo de US$ 5 mil a US$ 10 mil por mês.

As marcas citadas nos vídeos reaparecem nos guias, o que dobra a chance de comissão.

O pedido que a audiência repete pode virar serviço de preço fechado e segunda fonte de receita além da publi.

Fonte: Digiday

O nível da xícara

Como a receita de Maddy Gustini se divide, segundo ela

Brand deals
  
60%
Maddy G Style
  
20%
Afiliados
  
20%
 
 
04  Editoras↑ índice

Editoras montam o plano pós-Google: assinatura, IA e novas equipes

Axios, The Verge e Time começaram a reescrever seus manuais para um futuro em que o Google não entrega tráfego relevante. As frentes são três: reformular as ofertas de assinatura, vender produtos de visibilidade em IA e reorganizar equipes internas.

Na assinatura, as editoras correm para monetizar a chamada audiência agêntica, e o Axios é o melhor exemplo pelo nível de detalhe que as empresas aceitaram dar até agora, segundo Jessica Davies, do Digiday.

Nas equipes, Francesca Barber assumiu na Politico um cargo que une produto, audiência e IA sob uma só pessoa. No Wall Street Journal, o head de digital Taneth Evans detalhou novas funções na redação, entre elas head de multimídia e head de shows. Para Sara Guaglione, os novos títulos refletem uma era de ruptura real.

A Time adotou a lógica de se não pode vencê-los, junte-se a eles: passou a servir anúncios a agentes de IA para extrair receita do tráfego crescente de bots, e a Perplexity impediu esses anúncios de influenciar seu índice de busca em menos de duas semanas após a primeira reportagem do Digiday. A Future oferece serviço de GEO e a Ziff Davis, serviços de visibilidade em IA.

Depender de uma só fonte de tráfego virou risco de negócio, e o manual novo mistura assinatura, visibilidade em IA e equipe.

Fonte: Digiday

A dose exata

«45%» Queda anual nos referrals da Forbes, segundo Nina Gould, chief innovation officer. A empresa respondeu entrando no piloto pago de IA do Google e reforçando a audiência direta.

 
 
05  YouTube↑ índice

Pratos com milhares de itens dominam o ranking de inscritos do YouTube

O ranking global de inscritos do YouTube da semana de 18/10, divulgado pela Tubefilter com dados da GospelStats, mostra uma tendência curiosa: criadores montando pratos com milhares de itens. Os dois canais logo atrás do SASHA SHOW têm muito em comum: ambos mostram doces, ambos são fixados em números grandes e ambos vão muito bem.

O Tade Vlogs, terceiro colocado no ranking, estreou o Oreo de mil camadas em um vídeo que já passou de 64 milhões de visualizações. O criador espanhol aplica a lei dos grandes números do MrBeast, que gosta de pôr um número redondo no título, e ainda colhe reações indignadas: quem responde com revolta a criações pouco apetitosas entrega a isca de indignação que ele procura.

O Shunkiwii segue caminho diferente: em vez de comer milhares de itens, apresenta um único petisco e o atinge milhares de vezes com um martelo, seja macarrão ou Oreo, enquanto o contador de visualizações sobe. Ele ainda faz uma homenagem ao Bayashi, apontado como rei do conteúdo culinário de provocação.

A leitura da coluna: se o público de Shorts transformar comer milhares de itens no próximo grande formato, quem faz comidas em porções pequenas leva vantagem.

Formato de números gigantes vende no YouTube, e porções pequenas ganham espaço nos Shorts.

Fonte: Tubefilter

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · O Digiday distribui por email, às 10h no horário de Nova York, o Ad Tech Briefing, com o tema da proposta do Prebid de inverter o leilão de anúncios.

Hoje · Felca anunciou a volta às redes para esta terça, segundo O GLOBO, e já revelou o diagnóstico de transtorno de ansiedade social, segundo o Estadão.

Início de 2027 · O Prebid mira a formalização da proposta, e o Google ainda não se comprometeu com a arquitetura defendida por ele.

Pra viagem

Abra seus comentários e direct, conte quais pedidos de ajuda se repetem e escreva a oferta de um serviço com preço fechado para o mais frequente, como o style deck de US$ 55 de Gustini.

Quem depende de plataforma vê a regra mudar sem aviso, e quem conhece a própria audiência já tem algo para oferecer. Entre o clique que encolhe e o pedido que se repete, a pergunta do dia é onde cada um prefere construir.

 
 
★ RARO

🔒

EDIÇÃO SELADA

Quem leu até aqui tem mais um achado desta edição atrás do lacre.

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CreatorShot Quiz

Segundo a edição, qual é a maior fonte de receita de Maddy Gustini?

ALinks de afiliado
BO serviço Maddy G Style
CBrand deals
DVenda de cursos

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