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22 OUT · Nº 078

Bom dia, cafeinado.

O fone de ouvido de Jade, mascote da Lofi Girl, saiu do desenho e já está à venda, enquanto uma pesquisa da UCLA aponta o YouTube como a plataforma que melhor conta histórias para os jovens. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

🎧Fone da Lofi Girl vai para a loja01↓
🏀NBA esgota o streaming e abre atalhos02↓
📺YouTube lidera nas histórias dos jovens03↓
🤖Robôs de IA e a lei da identificação04↓
📈CNN vende anúncio por agentes de IA05↓
 

Quem banca a edição de hoje

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01  A manchete↑ índice

Lofi Girl lança o fone de ouvido de Jade por US$ 225

A Lofi Girl, canal de música para estudar e trabalhar, colocou à venda uma peça física que até então só existia no desenho: os fones de ouvido de Jade, a personagem que passa os dias numa mesa de estudo, ao lado de um gato. O par custa US$ 225 na loja oficial do canal, e a descrição do produto resume a proposta: carcaças cremes, acabamento vermelho e aro preto recortado.

Pela ficha técnica, o fone promete até 65 horas de uso, cancelamento de barulho de 30 dB e conexão com dois aparelhos ao mesmo tempo. Quem quiser completar o kit paga US$ 39,99 pelo estojo e US$ 24,99 por um par extra de almofadas.

A história do canal explica o peso do lançamento. O produtor e músico francês Dimitri Somoguy abriu, quase uma década atrás, uma transmissão de música 24 horas no YouTube chamada ChilledCow, com faixas de artistas humanos usadas com autorização. Em 2021 o canal virou Lofi Girl, e a personagem ganhou elenco, selo musical próprio e bolsas universitárias de US$ 50 mil para dez estudantes.

A loja já vendia discos de vinil, moletons, pins esmaltados, cadernos, mochilas, keypads e pelúcias. O fone, porém, é a primeira vez que a marca traduz um traço marcante da própria Jade em algo palpável.

O Tubefilter lembra que lançar um produto identificável e útil para o nicho do público não é ideia nova, e que há anos se comenta que criadores e marcas nascidas no digital precisam ir além de canecas e camisetas. A dúvida da publicação é se os fãs vão mesmo usar o fone no pescoço nos próximos meses.

Mostra o caminho do merch para quem tem comunidade: um produto que o público usa de verdade, e não só uma estampa.

Fonte: Tubefilter

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Lofi Girl: transforma o traço de Jade em produto usável, com o fone a US$ 225.

▼ Perde

Merch genérico de caneca e camiseta, que criadores há anos são incentivados a superar.

 
 
02  Esporte e mídia↑ índice

NBA abre a temporada com demanda alta e atalhos para marcas sem espaço

A nova temporada da NBA deve puxar gasto alto em TV linear e streaming, e também em social pago e ações com criadores para as marcas que ficarem de fora, segundo cinco compradores de mídia ouvidos pelo Digiday. Adam Schwartz, da Horizon Media, resume que a demanda pela liga é muito alta em todas as frentes.

No streaming, o gasto publicitário subiu para US$ 874 milhões na última temporada, a primeira do novo contrato de direitos da liga com NBC, Amazon e outras. A fatia da TV linear no gasto com a NBA cai, mas sobra pouco inventário linear, e algumas emissoras já exigem compra combinada com outros espaços para vender os jogos, prática usada em momentos como o Super Bowl.

Schwartz diz que a Amazon está completamente esgotada e tenta levar anunciantes ao NBA League Pass para abrir espaço. A audiência do streaming ainda é menor: os jogos da NBC fizeram em média 2,8 milhões de espectadores na temporada regular passada, contra 1 milhão do Amazon Prime Video.

Para quem patrocina, o retorno aparece em pesquisa. A Ledger, empresa de segurança digital e blockchain, estampa a marca na camisa do San Antonio Spurs e é a parceira oficial de ativos digitais do time. Segundo estudo da Wakefield Research Partners, torcedores do Spurs têm 4,8 vezes mais chance que consumidores em geral de dizer que a Ledger é líder de mercado e o dobro de chance de preferi-la aos concorrentes.

Os patrocínios já representam 15% da receita da NBA, que gira em no mínimo US$ 1,9 bilhão por ano. Jeff Gagne, da Havas, lembra que o público da liga é mais jovem e digital, então o streaming precisa entrar no plano.

Quem não consegue espaço no jogo da NBA pode buscar a mesma audiência em social pago e em criadores.

Fonte: Digiday

A dose exata

73% Quase três em cada quatro jovens de dez a 24 anos ouvidos pela UCLA citam o YouTube como o meio que melhor conta uma história.

 

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State of Product reveals what AI still hasn’t solved

80% of product professionals say AI helps them ship faster, but customers aren’t seeing value any sooner. Atlassian’s State of Product 2027 explores the gains AI is delivering and the challenges that remain, from decision-making that hasn’t kept pace to gut instinct overriding customer evidence.

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Espresso

Threads O Threads anunciou uma equipe de oito comentaristas para liderar a cobertura da NFL na temporada, de olho na segunda tela dos domingos de futebol americano. →

Meta A Meta diz que o app de IA Muse passou de 10 milhões de usuários, com compras entre as atividades mais usadas. →

YouTube O YouTube criou uma pausa temporária para contas invadidas, que impede o invasor de publicar vídeos ou iniciar transmissões ao vivo. →

 
 
03  YouTube↑ índice

YouTube é a plataforma que melhor conta histórias para a Geração Z, diz UCLA

O YouTube lidera como plataforma de histórias entre os jovens, segundo o Teens and Screens Report, pesquisa do Center for Scholars and Storytellers, da UCLA. Foram ouvidas 1.500 pessoas de dez a 24 anos, e quase 73% apontaram o YouTube como o meio que melhor transmite uma história.

O resultado vale mesmo diante de formatos tradicionais: cinema, TV e videogames também foram considerados bons contadores de histórias por pelo menos dois terços do grupo. O Tubefilter observa que 2026 foi o ano em que Hollywood abraçou de vez o talento formado no YouTube, e a geração pesquisada pergunta por que a indústria demorou tanto.

Yalda T. Uhls, fundadora e CEO do centro, diz que os guardiões do que se assiste mudaram e que os próprios jovens decidem o que querem ver, e recomenda que a indústria ouça tanto esse público quanto especialistas em desenvolvimento e bem-estar. Os estúdios parecem atentos: o texto cita o sucesso de filmes como Obsession e Backrooms e as contratações recentes da Sony, que levou veteranos do YouTube como Fede Goldenberg e Lauren Glaubach.

Há um limite na animação dos estúdios: só 16,8% dos entrevistados escalariam um influenciador em filme ou série, e quase 40% prefeririam um ator desconhecido. Os adolescentes querem ver os criadores favoritos prosperando, mas por ora preferem mantê-los concentrados no YouTube.

Para o público jovem, o criador rende mais no canal do que no cinema, e o YouTube já é visto como palco de narrativa de primeira linha.

Fonte: Tubefilter

Ouvido no balcão

The gatekeepers have changed and young people themselves are deciding what they want to watch and what they want to see more of in the content they choose

Yalda T. Uhls, fundadora e CEO do Center for Scholars and Storytellers, citada pelo Tubefilter

 
 
04  Mídia e IA↑ índice

Cresce a pressão por lei que obrigue robôs de IA a se identificarem

A briga dos veículos de mídia contra a coleta de conteúdo por IA saiu da defesa técnica e entrou na política: o Media Briefing do Digiday descreve um movimento transatlântico por leis que obriguem os robôs a se identificar.

Os números mostram a escala. Segundo o relatório de setembro da DataDome, a raspagem de conteúdo respondeu por 70,9% do tráfego malicioso de robôs analisado e cresceu 185,2% em doze meses.

Na People Inc., o diretor de inovação Jon Roberts contou à plateia do Media Strategies, em Londres, que a empresa bloqueia dezenas de milhões de requisições de rastreadores de IA e deixa passar 38 robôs por dia. Roberts descreve robôs que chegam com nome, anônimos, fingindo ser humanos, disfarçados de rastreador do Google e até por proxies residenciais, e é nesse ponto que os governos entram.

No Financial Times, Fiona Spooner, diretora-gerente de receita de clientes, relatou uma única conta que tentou acessar cerca de um milhão de artigos em oito horas, a partir de aproximadamente 700 mil endereços de IP. A Reach, por sua vez, registrou mais de 100 milhões de raspagens bem-sucedidas em seis meses, segundo o CEO Piers North.

Bloquear rastreadores é só parte do problema: os veículos querem saber quem acessa seus sites e para quê, e é a pressão por essa transparência que leva a briga para a legislação.

Quem publica conteúdo aberto deve ver mais pressão por regras de identificação dos robôs, e não só bloqueio técnico.

Fonte: Digiday

 
 
05  Anúncios↑ índice

CNN International prepara venda de anúncios por agentes de IA para o início de 2027

A CNN International mantém no calendário o primeiro dinheiro vindo da venda de anúncios por agentes de IA no primeiro trimestre de 2027, sete meses depois de anunciar o plano. A meta segue de pé mesmo com o futuro da CNN em aberto após a conclusão do negócio com a Skydance.

Faisal Karmali, vice-presidente de operações digitais da CNN International Commercial e da empresa irmã Warner Bros Discovery, deu a atualização no Media Strategies do Digiday, em Londres, na semana passada. Karmali disse que a emissora ainda não está no ponto de ligar a negociação, mas quer ver como o inventário aparece para um agente do lado comprador.

O roteiro divulgado antes previa fechar o escopo dos protocolos até o fim do segundo trimestre, testar como uma ou duas propriedades são lidas por modelos de linguagem no terceiro e avaliar comportamento de compradores e alocação de verba no quarto. Os primeiros usos seriam campanhas de performance, e até aqui o plano parece em dia.

O trabalho é complexo: a emissora combina infraestrutura própria de agentes com tecnologia de terceiros e fornecedores como plataformas do lado da demanda, ensina ao agente as regras de negócio, cria uma interface e garante que o inventário seja lido corretamente pelos modelos que os agentes dos compradores usam. Do outro lado, os compradores constroem seus próprios sistemas, há dois padrões concorrentes que se sobrepõem em 13 funções e ainda não existe forma acordada de impedir que agentes burlem o sistema.

Karmali defende conversa entre os dois lados enquanto as plataformas são montadas, porque hoje tudo nasce em silos e depois precisa ser conectado no meio. A fala indica que a emissora quer ter um produto pronto antes de sair atrás de negócios.

Venda de anúncio por agente de IA ainda está em teste, e o primeiro dinheiro real só é esperado no início de 2027.

Fonte: Digiday

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · O Digiday envia o Media Briefing por email às 10h (horário de Nova York), toda quinta, e a edição desta semana trata da pressão por leis que obriguem robôs de IA a se identificar.

1º de novembro · Começam as ofertas diárias da Target, uma nova por dia até 24 de dezembro, e as ofertas antecipadas de Black Friday da varejista vão de 5 a 7 de novembro.

19 de novembro · Grand Theft Auto VI chega às lojas, e criadores já se instalam em Miami, a cidade que inspira o cenário do jogo.

Pra viagem

Liste três produtos físicos que só o seu público usaria no dia a dia, além de caneca e camiseta, e anote quanto cada fã toleraria pagar, usando os US$ 225 do fone da Lofi Girl como referência.

Entre o fone, o jogo de basquete e o robô que lê tudo, o fio é o mesmo: quem tem a atenção do público decide as regras, e o resto ainda está aprendendo a pedir licença.

 
 
 
CreatorShot Quiz

Quanto custa o fone de ouvido de Jade, lançado pela Lofi Girl?

AUS$ 39,99
BUS$ 225
CUS$ 24,99
DUS$ 50 mil

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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